06/09/2018

Tristesa davant de la destrucció del Museu Nacional de Rio de Janeiro

Amigos,

Recebi este texto agora, precisei compartilhar, junto com meus pêsames à todos nós, por essa perda imensa:

"Queimamos o quinto maior acervo do mundo.
Queimamos o fóssil de 12 mil anos de Luzia, descoberta que refez todas as pesquisas sobre ocupação das Américas.
Queimamos murais de Pompeia.
Queimamos o sarcófago de Sha Amum Em Su, um dos únicos no mundo que nunca foram abertos.
Queimamos o acervo de botânica Bertha Lutz.
Queimamos o maior dinossauro brasileiro já montado com peças quase todas originais.
Queimamos o Angaturama Limai, maior carnívoro brasileiro.
Queimamos alguns fósseis de plantas já extintas.
Queimamos o maior acervo de meteoritos da América Latina.
Queimamos o trono do rei Adandozan, do reino africano de Daomé, datado do século XVIII.
Queimamos o prédio onde foi assinada a independência do Brasil.
Queimamos duas bibliotecas.

Queimamos a carreira de 90 pesquisadores e outros técnicos.

O que arde no Museu é uma parte da história antropológica da humanidade. Da história científica da humanidade.

Se eles pudessem, nos queimavam junto com as paredes do museu, com o prédio em si, com as salas de onde D. Pedro II reinou, com os corredores por onde transitaram os feitores da primeira constituição da república, se eles pudessem, nos queimavam.

É imensurável o que perdemos.
Eu tô engolindo o choro.

'Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro'. Era isso que vinha escrito no chão, frente ao Museu Nacional."

Rui da Cruz Jr - Servidor do museu